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27.07 - "A Vermelinha está fora, mas continua sendo o
nosso orgulho" Apesar de não entender do assunto "futebol", vou meter a colher neste angu. Nesta quarta-feira, no inicio da manhã, como faço todas as semanas, abri o site do futebol interior.com.br e deparei-me com a notícia de que a nossa querida Vermelhinha estava fora da segunda fase da B-1. Péssima noticia para o futebol santarritense. Preocupado, procurei o presidente do clube, Ricardo Cassago, para saber se a coisa era real. Recebi a resposta que perdemos a vaga para o Velo Clube, e por falta de capacidade do estádio. Temos lugar para 4.200 torcedores e a Federação exige 7.000. Se bem que exigir 7 mil lugares numa cidade como a nossa é uma ignorância esportiva, que ainda persiste na cartolagem das federações. Interessante como a noticia ganhou ruas - e não era para menos: a campanha do time vinha merecendo mais que uma nota dez -, algumas delas (as notícias) de forma distorcida e faltando com a verdade, com característica típica de manipulação política. Então qual é a verdade? Todo bom administrador em sã consciência, principalmente aquele que mexe com a coisa de outrem, deve colocar a mão na cabeça e pensar muito antes de colocar a sua entidade em déficit financeiro. Ele esta mexendo com uma coisa que não é só dele. Ricardo pensou muito para não onerar o clube em mais de R$ 30 mil, até porque tinha o compromisso de não gastar o dinheiro do clube com futebol, como assim fez nos últimos quatro anos. Quem olhou o balanço anual do clube pode atestar: foi a primeira vez na história da agremiação que se divulgou e publicou um balanço anual. Muitos podem acusá-lo de não ter coragem para enfrentar esta empreitada e com isso a vermelha e branca fica de fora, mas coragem não lhe faltou quando assumiu o comando e encontrou uma divida respeitável. Isto não é segredo, correu as ruas. Então não faltou coragem! Ricardo não só pagou as dividas, como fez mais pelo clube. Quem visita as dependências do clube pode atestar a quantidade de obras que foram feitas - e mais: hoje o clube tem superávit. Neste momento muitos se esquecem que houve dois acessos, em 2000 da B3 para B2 e 2001 da B2 para B1. Montar bons times, pagar contas, conseguir dois acessos, construir e reformar as dependências do clube - este foi o sucesso que causou o problema, pois neste momento conclui-se que ele deveria ter largado tudo isso e construindo mais arquibancadas. Quem sabe assim hoje ele estaria bem com todos. Será? Mais ainda: pode ser crucificado por ficar de fora (se bem que isto é normal), pois quase foi crucificado por participar do campeonato quatro anos atrás. Esta atitude é normal na terra querida de poucos. Perder a vaga por falta de vaga não é demérito. Isto já aconteceu com os grandes, e é provável que o Oeste de Itápolis vá encontrar o mesmo problema de acesso na A-1: seu estádio também não atende as exigências da Primeira Divisão. Perdemos no tapetão, mas não caímos de quatro. Na conversa que tive com o presidente, uma coisa é clara: a vermelha e branca vai ter um estádio de 7 mil lugares, com certeza em 2004. Vamos continuar na B-1, e sem mexer no bolso do associado. Com certeza esse mandato primou - e esta primando - pelo bem estar do sócio e o equilíbrio das contas do clube, provando mais uma vez que não usa o dinheiro do clube para manter o futebol. Ele pode pagar caro por isto, pois teve que fazer uma escolha e a escolha foi o associado. Cada um que julgue da forma que lhe convier. Eu concluo que a vermelha e branca está em boas mãos. (Gentil colaboração do Jornal Gazeta de Santa Rita) |
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