|
||||
|
início notícias Paulistão 2004 o clube festas e eventos fotos de eventos estádio curiosidades estatísticas presidentes e diretoria livro de visitantes contato sobre o sítio |
11.05 – Garça cantou de cisne (Parte I) As dificuldades encontradas pelos clubes do Interior Paulista para manter seus departamentos de futebol profissional em operação não são nenhuma novidade. Há problemas que têm origem fora dos clubes – como o calendário irregular, a inepta de promoção do esporte, a inexistência de incentivos fiscais e própria conjuntura econômica do país. A respeito destes as equipes pouco podem fazer, pois são fatores além de sua competência. Por vezes, porém, os próprios clubes põem a corda em seus pescoços. Foram várias as equipes que nos últimos anos caíram no “conto da parceria”. Acordos mirabolantes, feitos com empresas de passado dúbio e empresários de caráter desconhecido, que chegam prometendo muito – e vão embora levando ainda mais, sem deixar quase nada depois de baterem a porta. O sucesso da parceria Palmeiras-Parmalat, firmada em 1992, catapultou clubes de todo o País – do Brasil de Pelotas ao Remo de Belém do Pará - a procurar avenidas semelhantes. Entretanto, praticamente todas as outras tentativas de acordo gerencial entre clubes e empresas no futebol brasileiro falharam – e feio, muito feio. Se não, vejamos: além da Parmalat e de sua associação ao Palmeiras, ao Jundiaí (rebatizado Etti) e ao Juventude de Caxias do Sul, é você capaz de apontar parceria duradoura? Até mesmo a muito badalada conjunção do Corinthians e do Cruzeiro de Belo Horizonte com o fundo de investimentos norte-americano Hicks Muse terminou de forma amarga e banhada em confusão. Em quase todos os casos este casamento que parecia um conto-de-fadas terminou em divórcio por ser... um conto-de-fadas, e pouco além disso. De forma geral os dirigentes dos clubes passaram a encarar os empresários como mecenas - a quem deviam poucas satisfações, mas de quem podiam exigir muito. Ao invés de fazer uso da oportunidade de um acordo de co-gestão para melhorar sua capacidade administrativa, e gerir o esporte de forma planejada, muitos clubes apenas fizeram uso – e em geral, mal – do dinheiro. Quando a fonte secou, o rio morreu. Até mesmo o bem-sucedido Palmeiras foi muito criticado pelos homens da Parmalat – conforme amplamente coberto pela imprensa esportiva - por não cumprir quase nenhuma de suas obrigações delineadas no acordo de co-gestão, em especial o desenvolvimento das categorias de base. Há ainda casos de equipes que foram simplesmente usadas por empresários da bola, que fizeram do clube uma camisa de aluguel. E, enfim, existem equipes que terminaram na Rua da Amargura, enganadas por senhores de terno, carteira gorda e fala mansa, que aparecem do nada apresentando planos fantásticos e contando sedutoras histórias de glória – e que terminaram por tirar do clube, ao invés de pôr. Não são apenas os grandes clubes que vêem estes acordos mágicos transformarem-se em pesadelo. No início deste ano a Internacional de Limeira anunciou um acordo com a empresa italiana R. I. Sports. Esta empresa seria bancada pelo fundo de investimentos Adamo Holding, também italiano. Segundo Claudio Mosso, o arquiteto do plano, a gestão revolucionaria o conceito das relações clube-empresa no Brasil. O resultado desta parceira poderia ser chamado de uma comédia italiana - se não fosse trágico. A Internacional fez uma péssima no Paulistão 2003, ganhando um jogo, empatando dois e perdendo nove. O técnico trazido da Itália, Giovanni Palaviccini, chegou com currículo raso e sem visto para trabalhar no Brasil. Palaviccini perdeu dois jogos e foi embora – sendo substituído por um treinador de futebol de praia. E assim, acumulando vexames, o Leão de Limeira foi rebaixado. Uma mancha na história da equipe que fôra, em 1986, a primeiro campeã caipira do Paulistão. E agora imbrogli semelhantes atingem a Série B-1. (clique aqui para ler a segunda e última parte deste artigo)
|
|||
|
|
||||
|
Notícias
| ||||
|
|
||||
|
Associação Atlética Santa Ritense Santa Rita do Passa Quatro - SP CEP 13670-000 Brasil telefone: (+55 19) 3582-1335 sítio internet: http://www.aasantaritense.com |
|